Paixão de Cristo em cidade do Pernambuco tem cenas de “bacanal”: instituto já faturou mais de ‘meio milhão’ de reais com recursos públicos
O Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (Icetag), responsável pela Paixão de Cristo polêmica por atores seminus, tem histórico de contratos com a Prefeitura de Gravatá (PE) para realização de eventos culturais na cidade.
A cena onde atores aparecem dançando apenas com um pedaço de tecido tampando as partes íntimas viralizou nas redes sociais, com críticas ao excesso de erotismo na cena do bacanal do rei Herodes.
O Icetag recebeu R$ 377 mil da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Gravatá, em 2025, para realização do espetáculo “A Nossa Paixão”, na Semana Santa.
Em 2026, a encenação também contou com o apoio da prefeitura da cidade, de acordo com o próprio órgão, mas o contrato com o instituto ainda não foi divulgado.
Em 2022, o mesmo instituto foi contratado por R$ 161,8 mil para realizar o espetáculo “A Caminho do Amor”, na época do Natal.
A cena do bacanal de Herodes deixou espectadores estarrecidos. “Parecia show de gogo boys. Foi de extremo mal gosto”, criticou uma moradora nas redes sociais. “Não pode levar crianças”, alertou outro. “Foi uma zombaria”, definiu um comentário.
Diante da polêmica, o Icetag divulgou uma nota de repúdio na qual diz que “a Paixão de Cristo é um espetáculo construído com profundo respeito à narrativa bíblica, que norteia toda a obra do início ao fim”.
“Cada cena apresentada faz parte de um contexto maior, pensado de forma cuidadosa para transmitir a mensagem da Paixão em sua totalidade. Nenhum elemento é inserido de forma isolada ou fora desse propósito”, pontuou.
